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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Para 2012...

A empresa de marketing digital Dream Systems Media coletou dados fornecidos pela AdAge e converteu em um infográfico (que segue abaixo).

Dados interessantes para o início de 2012, por exemplo: O Facebook ganhou mais de 200 milhões de usuários em 2011. O Twitter agora conta com 100 milhões de usuários ativos.

domingo, 15 de maio de 2011

Sem Power Point...

Esse semana, não sei o por quê, mas meu computador resolveu me dar problemas. Numa semana de apresentações e compromissos.... Bom, fui buscar soluções. E encontrei.  Com o Prezi. Resolvi dividir...

Para mim que estou com problemas no PC, trabalhar 100% online foi a melhor solução. Além disso, posso disponibilizar a apresentação via web. É possível pensar no espaço como um imenso quadro e ir jogando fotos, vídeos, palavras e formas e, aos poucos, ir montando o projeto.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

As agências de comunicação e as mídias sociais

O Grupo de Estudo de Mídias Sociais, sob a coordenação do Edu Vasques, do Pérolas da AI, já colocou à disposição a segunda edição do estudo que avalia uso e a percepção dos profissionais de comunicação e agências em relação às mídias sociais.

A pesquisa utilizou a mesma base de participantes do ano passado. Para 2010, foram apuradas novas informações para avaliar, por exemplo, como a empresa com presença digital que é considerada referência para quem atua nas assessorias de imprensa.

Confira os principais resultados, participe e comente:

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Campinas tem Curso de Planejamento em mídias sociais dia 6 de novembro

Curso de rápida duração é direcionado a profissionais engajados com tecnologia e comunicação; salários da área de marketing online vão de R$2 a R$17 mil

Estão abertas as inscrições para o Curso de Planejamento em Mídias Sociais – Digitalks, que acontece no próximo dia 6 de novembro, das 9 às 18 horas, no Hotel Premium Norte, localizado na Rua Novotel, n° 931 – Campinas, São Paulo. O curso é direcionado para diretores, gerentes e analistas das áreas de marketing, comunicação, publicidade e propaganda, jornalistas, estudantes e profissionais que desejam conhecer o mercado de marketing na internet. As inscrições podem ser realizadas no www.digitalks.com.br ou através do telefone 011 2533-1962. Há descontos para grupos de três pessoas ou mais e para quem realizar inscrições antecipadas, além de uma redução de 50% do valor para estudantes.

O curso é de rápida duração e busca qualificar profissionais da área já que o setor é um dos mais aquecidos da economia brasileira. Segundo o diretor do Digitalks, Flávio Horta, o mercado de marketing digital cresce cerca de 30% ao ano para atender esta demanda de serviços, o mercado precisa de profissionais com boa formação cultural e excelente domínio de tecnologia aplicada para realizar campanhas. “Há vagas no setor de marketing digital, principalmente na área de redes sociais”, enfatiza o executivo.

Programação do curso

Na grade do curso, haverá a aula Introdução a web 2.0 e redes sociais, apresentada por Leandro Kenski, que é CEO da Media Factory, empresa de marketing de performance. O executivo possui 12 anos de experiência com internet e fala sobre o dinamismo do mercado de comunicação. O palestrante aborda temas como presença digital, a utilização de mecanismos para otimizar a marca da empresa na web com ferramentas tecnológicas de fácil acesso, como blogs e comunidades nas redes sociais. “Hoje até um blog pode virar uma loja virtual, sem recursos extraordinários, e se tornar um eficiente canal de comunicação. O importante é que o gestor defina a importância desta presença digital”, declara Kenski.

Na segunda parte do curso, Luiz Augusto Barros diretor de operações da Media Factory, fala da Importância nas redes sociais: o que mais influencia o consumidor. Barros é engenheiro de computação pela PUC-RIO e possui MBA em marketing de serviços no PDG/ IBMEC (Programa de Desenvolvimento Gerencial do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais. “Além das vendas estarem cada vez mais descentralizadas, o consumidor aumenta gradativamente seu papel de engajamento online. Buscando informações sobre os produtos ou serviços nas redes sociais, que devem concentrar um considerável volume das vendas nos próximos anos ”, destaca o executivo.

Como desenvolver uma estratégia para engajamento e reputação digital será o terceiro tema a ser abordado durante o curso. O assunto será exposto por Vivian Vianna, que é diretora da DigitalMe, empresa especializada em estratégia e engajamento em redes sociais. Vivian finalizará o evento com a apresentação de outro tema: Construção da rede de seguidores.

Serviço: O que? Curso de Planejamento em mídias sociais – DigitalksOnde? Hotel Premium Norte, localizado na Rua Novotel, n° 931 – Campinas, São PauloQuando? 06 de novembro de 2010, das 9 às 18 horas.
Inscrições: http://digitalks.com.br/campinas6-11 / Valor: R$245 (até a data do evento)
Telefone: 011 2533-1962

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

INOVADORES DIGITAIS: Geo-Localização


Na rede Inovadores Digitais há uma discussão sobre Geo-Localização, o assunto do momento em mídias sociais.

O Carlos Teixeira, Assessor de Inovação da Gol Linhas Aéreas, produziu o post, que ficou ótimo!

domingo, 22 de agosto de 2010

As mídias sociais como solução para a comunicação interna

Muito se fala do uso das mídias sociais para conversar com os consumidores e clientes. Ms e quando ela é uma ferramenta para comunicação interna? O portal Computerworld publicou uma matéria sobre o tema muito interessante. Veja, abaixo:

“Os suportes de comunicação interna online mais usados pelas empresas são a intranet, wikis, newsletters, instant messaging, Facebook e blogues”, sendo que “a actualização e manutenção destas plataformas é da responsabilidade dos departamentos de comunicação, marketing, sistemas de informação e, por último, dos recursos humanos”, revelou um inquérito a mais de 50 profissionais presentes no evento Get Together, promovido pelo Observatório de Comunicação Interna e Identidade Corporativa e divulgado em comunicado por esta iniciativa que junta o Grupo Inforpress, Universidade Católica e Executive Digest . “Encaramos as redes sociais como um novo suporte de comunicação interna que facilita a transferência de conhecimento entre cada colaborador, no sentido de agilizar as funções que implicam o contacto com os 190 mil colaboradores do grupo”, referiu Ana Bernardes, Recruiting & Professional Development Lead da Accenture Portugal.

“As redes sociais, em termos de comunicação externa, são um desafio para as empresas, na medida em que as pessoas já utilizam mais estas plataformas do que os meios tradicionais”, salientou Lara Campos Tropa, da equipa de Marketing, Comunicações e Cidadania da IBM, que aconselhou o estabelecimento de directivas, a criação de um código de conduta e de valores “que ajudem os colaboradores a melhor se posicionarem nas redes sociais. Até porque “a entrada nas redes sociais tem que ter reflexos no negócio, tem que ser estratégico”, lembrou Patrícia Dias, da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica. “As redes sociais são uma realidade, estão para ficar e não devem ser ignoradas”, afirma Filipa Primo, Account Manager de e-comunicação do Grupo Inforpress. “Contudo, nenhuma empresa pode encarar esta realidade sem uma profunda mudança cultural, que deve ser assumida pela empresa e pelos colaboradores. É necessário avaliar a importância da Web no contexto de trabalho e estarmos mais alerta para as ansiedades e expectativas dos colaboradores”.

Esta especialistas avançou com “oito tendências Web para a comunicação interna”:
1. Portais sociais com directório de networking corporativo, dados pessoais e chat;
2. Blogging e micro-blogging com comunicação bilateral, em tempo real e reforço do sentimento de pertença e compromisso;
3. Conteúdos móveis e eventos virtuais através de podcasting, aplicações móveis e vídeo-conferência;
4. Formação colaborativa através de portais de e-learning internos e ferramentas colaborativas de conhecimento ­ wikis, bookmarks;
5. Communiting com redes sociais próprias ou comunidades internas em plataformas
internas;
6. Crowdsourcing interno através de blogues de ideias e jogos colaborativos;
7. Embaixadores 2.0 através de colaboradores bloggers e conteúdo gerado pelos funcionários;
8. Recrutamento através de redes corporativas e criação de dinâmicas mais interactivas.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Debate "O mundo da mídia"


Caso não possa ir ao debate hoje, é possível acompanhar a transmissão ao vivo, na íntegra, a partir das 20h, pelo endereço http://www.lab3.com.br/mundo_midia/

Via @NaraBianconi no Facebook


domingo, 8 de agosto de 2010

Oportunidades na rede

Um estudo da Siemens Enterprise Communications e do Yankee Group sobre mídias sociais aponta que as empresa estão perdendo importantes oportunidades na rede. Confira: http://www.docmanagement.com.br/portal/noticia.asp?cod=3871

terça-feira, 27 de outubro de 2009

sábado, 17 de outubro de 2009

Estrategista de Obama conta por que investiu em redes sociais

Izabela Vasconcelos, de São Paulo
O estrategista da campanha presidencial de Barack Obama, Scott Goodstein, sócio-fundador da Catalyst Campaigns e Revolution Messaging, explicou os recursos usados para eleger o democrata, como redes sociais e celular. A palestra "O Efeito Obama" foi realizada em São Paulo, nesta sexta-feira (16/10)

Goodstein apostou no crescimento das redes sociais para impulsionar a campanha de Obama. “A TV sofre queda de audiência, os jornais nos Estados Unidos estão se deteriorando a cada dia. Por isso investimos nas redes sociais”.

A campanha investiu na comunicação em mais de 15 redes sociais diferentes, tanto as conhecidas como as menores, focadas em jovens, latinos, entre outros.

“Quando nós entramos no Twitter, disseram que isso era ridículo, mas a mesma coisa aconteceu com o Facebook e outras redes. Elas não são mais coisas de jovens. Hoje nós temos informações oficiais ali”, afirmou o estrategista.

Uso do celular

Durante o período de campanha, o Iphone não era muito popular nos Estados Unidos, como é hoje. Além disso, o uso de mensagens no país é diferente de como acontece no Brasil. “Nos Estados Unidos custa para quem envia e para quem recebe. Então nós tínhamos o desafio de fazer com que aquilo valesse mesmo, para que eles não apagassem essa mensagem”.

A campanha também tinha outro desafio, o de engajar a população americana, já que, como o voto não é obrigatório, apenas 50% da população vota.

Marcelo Castelo, presidente da F/Biz, participou do debate e enfatizou que no Brasil o celular é uma grande vantagem, pelo grande número de usuários - são 164 milhões de usuários de celular, 20 milhões deles que acessam a internet pelo aparelho, contra 68 milhões de internautas. Além de que hoje as pessoas compram muito mais aparelhos celulares do que TV ou computadores.

“O celular tem as mesmas vantagens da internet e está 24 horas com as pessoas. É extremamente interessante para ser usado em campanhas”. Castelo afirmou que hoje são mais de 50 milhões de usuários opt-in, ou seja, que deram autorização para que a operadora envie mensagens de terceiros. Com isso, a comunicação nas campanhas eleitorais pode ganhar mais espaço.

Apesar do Iphone ter a tecnologia mais avançada, Castelo ressaltou que as empresas devem pensar em aplicativos diferenciados. “Existem apenas 500 mil Iphones no Brasil, então o aplicativo deve ser feito para todos os celulares”.

O executivo ainda alertou para um fato: “Hoje 94% das grandes empresas brasileiras ainda não possuem versão de site móvel”, concluiu.

Fonte: Comunnique-se

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Rede de relacionamentos evangélica

O grupo Meetic, detentor da marca ParPerfeito, acaba de lançar a rede de relacionamentos Divino Amor, voltada a evangélicos.

De olho nos 26 milhões de brasileiros que fazem parte de alguma divisão evangélica, o site cobrará pela troca de mensagens entre usuários. Apenas o cadastro do perfil será gratuito.

Usuários do Divino Amor não podem procurar por parceiros do mesmo sexo ou por pessoas casadas, além disso as pessoas de cada “grupo” evangélico são diferenciadas.

“Dentro do público evangélico, há uma série de denominações. As pessoas gostam de se relacionar com gente da sua própria denominação, então, quem é da Assembléia de Deus vai se relacionar com pessoa da Assembléia de Deus, e assim por diante”, afirmou o presidente do grupo Claudio Gandelman em entrevista à Info Online.

Segundo a empresa, 8% da base de usuários do ParPerfeito, cerca de 1,5 milhão de pessoas, são evangélicos.


Fonte: Baguete online

domingo, 7 de setembro de 2008

Inovadores Digitais

Como podem ver, faz tempo que não escrevo um post. Mas posso garantir que foi por um bom motivo. Passei o mês de agosto estudando, além de ter tido muito trabalho nesse período.
Enfim, resolvi me profissionalizar mais nessa tal de Comunicação Digital. Fiquei sabendo de um curso rápido (um mês) na ESPM, sobre o tema e pra lá que eu fui. Foi um ótimo curso. Pude abrir mais a mente para o tema e ver que há muito mercado a se explorar e que, consequentemente, todos nós comunicólogos teremos que ser especialistas em PR 2.0, como já acontece em Nova Iorque, por exemplo.
Se eu pudesse afirmar qual foi a grande lição que aprendi nas noites de segunda e terça-feira, sentado no banco do "colégio" novamente, depois de dois anos sem estudar, foi o fato de que estamos vivendo a "virtualização" da rede social. Todos nós já viviamos em rede, porém, com tantas informações a nossa volta e a necessidade de se comunicar mais rápido, a internet facilitou esse processo. Hoje todos nos devemos estar "on-line", caso contrário somos vistos como ultrapassados.

Vale sempre lembrar que esses cursos você conhece muita gente que partilha dos mesmos interesses. A galera que frequentou as aulas também foi bem legal. Hoje, inclusive, existe uma rede social dos Inovadores Digitais, para dar continuidade a discussão.

Pretendo fazer mais reflexões sobre o que vi no curso e dividir o conhecimento. Abaixo, coloco o link para a primeira apresentação exposta no curso. Ela foi preparada por Gil Giardelli, coordenador do curso, juntamente com Sandra Turchi.


Gil Giardelli Www Versus Wwd A Web 3
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segunda-feira, 28 de julho de 2008

Youtube - Social Media



Esse vídeo é muito interessante. Usando o exemplo do sorvete, ele apresenta conceitos de Social Media.

domingo, 20 de julho de 2008

Percepções sobre a NewsCamp

No dia 19 de julho, aconteceu a terceira edição da NewsCamp, acredito que com mais de 100 pessoas, no espaço Gafanhoto. Foi uma experiência e tanto. Primeiro porque comecei a me interessar por comunicação digital esse ano. Então todo esse universo é novo para mim. Foi realmente um palco muito rico de discussões para minha formação no assunto. E, segundo, que, de fato, esse foi meu primeiro encontro (físico e não virtual) com pessoas interessadas em discutir o rumo que as mídias sociais e a comunicação digital estão tomando.

A primeira coisa que me chamou a atenção no evento foi o formato. Na verdade, não há um formato. A idéia é que todos participem da discussão. Comente e expresse sua opinião. Não há PowerPoint ou regras. As conversas são abertas e sem coordenação. Curioso.

Resolvi que, no primeiro horário – 10h às 12h, iria acompanhar a discussão sobre a formação do jornalista. É interessante entender qual é o papel do jornalista nesse novo formato de se comunicar. André Abreu, Gerente de Comunicação Corporativa da TAM e Professor da Universidade Anhembi Morumbi, e o editor do Portal Limão, Marcelo Hargreaves, de certa forma, conduziram a desconferência.

Uma premissa que ficou, na minha opinião, é que devemos pensar se o jornalista que está saindo das universidades está preparado para lidar com as novas ferramentas de comunicação com seu público. Se eles estão formados para fazer a informação chegar para o interlocutor que a julga relevante. Conseqüentemente, foi discutida a falta de profissionais para preencher essas vagas, que crescem a todo momento, e se as instituições de ensino estão abordando as novas mídias dentro das salas de aula.

Voltei do almoço, por volta das 15h, para ouvir a discussão sobre RP 2.0. A que mais me interessava. A desconfêrencia começou atrasada e com um pouco de tumulto. O pessoal voltou do almoço um tanto quanto animado. Mas, no fim, a organização e o interesse no tema fez com que tudo se acertasse. Blogueiros, RPs, jornalistas e curiosos participaram da discussão. Entre os convidados estavam Thiane Loureiro, da Edelman, Mario Soma, da RMA e Pólvora e Wallace Baldo, da Ketchum.

A debate foi muito bom. Os convidados se apresentaram e falaram um pouco sobre o que fazem. Acho que o que permeou no grande bate-papo é que as agências de relações públicas e seus clientes vão precisar entender e enfrentar as mudanças que a internet trouxe. Relacionamento foi a palavra da vez. Na verdade, RP 2.0 só valoriza mais a cerne da atividade, que é o ato de se relacionar, de conhecer seu interlocutor a fundo. “O bom RP já pratica a RP 2.0”, disse Lúcia de Freitas, jornalista, responsável pelo blog LadyBug. “O bom profissional entende a fundo o seu público e sabe se relacionar com ele, sem ser inconveniente”, completa.

As relações públicas não são compreendidas pelo empresariado, que exige resultados instantâneos, que reduz a atividade a uma produção em massa de textos. Isso reflete também no trabalho com mídias sociais. O blogueiro bloga porque gosta. Ele não tem vínculo empregatício com aquela mídia. Por isso, ele deve receber tratamento diferenciado. Ele não deve apenas fazer parte de um mailing que vai receber press releases. Ele deve, sim, ser estudado.

“O RP responsável pela aproximação com o público presente nas novas mídias deve entender se a empresa realmente deve abordá-lo. Se ele vai atingir o público no qual também é essencial para o negócio daquela organização, disse Thiane, da Edelman. E mais, se a instituição deve estar nessa mídia.”, enfatiza.

Concluo que, assim como aprendemos nos primeiros anos da faculdade de relações públicas, pesquisar e diagnosticar ainda é a atividade principal antes de arregaçar as mangas e, principalmente, orientar qualquer tipo de ação para seu cliente.

O tema é importante e dá muito pano para a manga. Pretendo aborda-lo em outros posts para não me prolongar muito nesse. Vale registrar que a experiência foi muito boa!

domingo, 6 de julho de 2008

O encanto dos diários virtuais

Já se foi o tempo que diários eram usados somente por adolescentes, com a intenção de se registrar sentimentos. Agora, com a versão digital, os já conhecidos blogs atraíram centenas de internautas que, tornam públicos hábitos, rotinas, conhecimentos. Mas não são só os jovens que utilizam essa ferramenta. O mundo corporativo também foi seduzido por essa nova forma de comunicação que ganha, cada vez mais, usuários e leitores.

Mas, afinal, isso é uma tendência de mercado ou só mais uma onda que logo vai passar?

Pela primeira vez, o número de usuários de internet no País ultrapassou a barreira dos 40 milhões. Segundo estudo do Ibope NetRatings, havia 41,565 milhões de internautas no fim do primeiro trimestre deste ano. Uma pesquisa recentemente divulgada pelo Instituto de Pesquisas Qualibest, realizada por e-mail com 1820 participantes em todo o Brasil, indica que 12% do total de entrevistados acreditam totalmente e 86% acreditam parcialmente nas informações que encontram em um diário virtual. Já 72% dos entrevistados afirmaram que, por meio dos blogs, já obtiveram informações que ajudaram a formar uma opinião sobre uma marca ou serviço.

Ainda nessa caminhada, outro dia, descobri que a relações públicas Carolina Terra, especialista em Gestão Estratégica de Comunicação organizacional e Relações Públicas, mestre e doutoranda em Interfaces Sociais da Comunicação e editora do blog “Rpalavreando” (http://rpalavreando.blogspot.com/), havia publicado um livro sobre o tema, o ”Blogs Corporativos, modismo ou tendência?”. Sua obra é muito interessante. Carolina comparou o mundo corporativo com blogs e como estão lidando com a era da participação na comunicação com seus públicos estratégicos.

Na minha opinião, as grandes empresas tem revelado sua preocupação em dialogar com esse público, visto o grande número de blogs corporativos já existentes no mundo. Um levantamento feito por Fábio Cipriani – http://www.blogcorporativo.net/ - afirma que existem hoje 89 blogs corporativos divididos em categorias: 21 de grandes empresas; 22 de campanhas de marketing; 37 de pequenas e médias empresas; e 9 de presidentes.

Como mais uma alternativa de comunicação e experiência, as novas tecnologias permitem agilidade no relacionamento com stakeholders e traz oportunidades que podem ser ainda mais potencializadas e estimuladas no ambiente virtual. No entanto, a autora ressalta: “É importante entendermos como funcionam tais ferramentas derivadas das tecnologias digitais a fim de facilitarmos nossas tarefas cotidianas, ao mesmo tempo em que posicionamos nossas organizações no cenário moderno/digital”.

Terra, para a pesquisa que resultou no livro, conversou com executivos que possuem blogs e concluiu que esse canal permite uma comunicação bidirecional e, principalmente, a interação com internautas. O livro ressalta ainda o poder que o consumidor presente na web ganhou com os meios digitais, dando a ele força para colaborar, participar e dar opiniões sobre as empresas e, assim, fazer parte da história das corporações.

Copio aqui uma citação que encontrei em seu livro que traduz o momento em que vivemos: “A mudança está apenas começando. Com as novas tecnologias, viveremos um constante processo de “midiaformose”. (SAAD, 2003, p. 55).

sexta-feira, 4 de julho de 2008

No Orkut, usuários contam transtornos e prejuízos com pane

O poder da rede (seria a minha sugestão de retranca) para essa nota publicada na Folha de S. Paulo, no Caderno Dinheiro.


Na maior comunidade em português que usa o nome da Telefônica para se identificar no Orkut (Eu odeio a Telefônica, com cerca de 16 mil membros), usuários colocam depoimentos sobre o problema na internet. Um deles criou pesquisa (digg.com/tech_news/Pesquisa_de_opiniao_Pane Telefonica_SP_Brasil) para coletar relatos; há vários usuários residenciais reclamando de dificuldades de acesso.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

.sports, .bancos ou .brasil?

Saiu na Folha de S. Paulo

Regra de domínio na internet é ampliada

Normas só devem valer a partir de 2009 e aumentarão endereços na webNovas diretrizes tornariam mais fácil a empresas e grupos propor novos domínios, além dos já tradicionais .com e .org

DA ASSOCIATED PRESS

A principal agência de supervisão da internet aprovou a introdução de novos domínios na web, em uma mudança em que os tradicionais .com e .org ganharão a companhia de centenas, talvez milhares de novos endereços, como .sports, .bancos ou .brasil. É a primeira mudança abrangente no sistema de endereços da rede, adotado há 25 anos. Pelas novas regras, qualquer empresa ou organização ou país poderá, em breve, pedir um novo domínio de internet.

Com isso, deverão surgir mais endereços que terminem com o nome de uma cidade ou de um produto, por exemplo. Também poderão surgir batalhas judiciais por endereços que são marcas registradas.
A Icann (entidade que coordena a internet) aprovou as novas diretrizes e também a decisão de iniciar o período de comentário público sobre uma proposta que pela primeira vez permitiria endereços inteiramente expressos em outros idiomas que não o inglês. Os novos domínios provavelmente não começarão a aparecer antes do ano que vem, e a Icann não tomou decisões sobre nomes específicos, por enquanto. Ela ainda precisa decidir muitos detalhes, entre as quais as taxas de obtenção de novos nomes, que devem exceder os US$ 100 mil por domínio, a fim de ajudar a Icann cobrir custos de US$ 20 milhões.
Os domínios ajudam computadores a encontrar sites e a direcionar e-mails. Acrescentar novos domínios pode facilitar aos sites a adoção de nomes fáceis de memorizar, já que muitos dos melhores nomes com o domínio .com estão em uso ou sob o controle de terceiros. As novas diretrizes tornariam mais fácil a empresas e grupos propor novos domínios.
A Icann aceitou sugestões apresentadas em 2000 e 2004, mas as revisões demoram muito tempo e uma das propostas, .post, para serviços de correio, ainda não recebeu aprovação final após de quatro anos de avaliação. Nas duas rodadas de expansão do número de domínios realizadas até agora, apenas 13 sufixos foram aceitos. As novas diretrizes, mais enxutas, determinam que os interessados passem por um período inicial de revisão durante o qual qualquer pessoa poderia se opor ao pedido, alegando questões como racismo, conflito de marcas e semelhança a domínios existentes.
Caso não haja objeção, a aprovação seria concedida rapidamente. Alguns dos membros do conselho da Icann expressaram preocupação com a possibilidade de que as regras façam dela um órgão de censura, encarregada de decidir o que pode ser considerado passível de objeção por qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo. "Caso o sistema seja implementado de forma ampla, a recomendação permitiria que qualquer governo na prática vetasse um sufixo que o incomode", disse Susan Crawford, professora de direito em Yale e membro do conselho.

Ela votou em favor das mudanças nas normas, mas posteriormente solicitou esclarecimentos. A outra proposta que a Icann está debatendo permitiria que endereços expressos inteiramente em caracteres inexistentes no inglês fossem adotados pela primeira vez. Países específicos poderiam ser colocados na "via expressa" para receber o equivalente de seu domínio geográfico de país (na Bulgária, por exemplo, é .bg) em seu idioma de origem. O conselho da Icann disse que pedirá comentários públicos sobre as regras antes da reunião de novembro.
A demanda por esses nomes vêm crescendo em todo o mundo, à medida que o uso da internet se amplia entre povos que não falam inglês ou não podem digitar facilmente os caracteres usados na língua inglesa. Hoje endereços expressos parcialmente em caracteres de outros idiomas são ocasionalmente possíveis, mas o domínio está limitado a certos caracteres.
A Icann aprovou também recomendações cujo objetivo é reprimir a prática da "degustação" de nomes de domínio -o equivalente on-line a adquirir roupas novas com um cartão de crédito e em seguida devolvê-las e pedir reembolso depois de usá-las em uma grande festa.

Tradução de PAULO MIGLIACCI