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quinta-feira, 2 de maio de 2013

O papel da imprensa quando o público se torna “editor”


Como dizem por aí “o universo conspira”. Na última semana, pude mergulhar em uma série de aprendizados que, ao final, se conectam. Logo no começo, tivemos, na sede da Edelman Significa, em São Paulo, um treinamento focado em entender como funciona a mídia internacional, em especial, a dos Estados Unidos. Nossos colegas do escritório de NY fizeram essa gentileza e nos apontaram o caminho das pedras para o relacionamento com a imprensa americana. Pudemos entender do cenário atual da profissão no País até peculiaridades no relacionamento entre empresa e imprensa.
Mais do que entender como funcionam, foi possível ver que a imprensa brasileira não está atrasada ou antiquada quando comparada à mídia nos Estados Unidos. Há, sim, um passo a frente da imprensa nova iorquina em que já entendem melhor como atuar levando em consideração, por exemplo, a interação com o leitor, que comenta as reportagens no site, interage nas redes sociais. Lá, inclusive, os repórteres são avaliados e recompensados financeiramente com base nessa troca. Nos Estados Unidos, essa matéria ganha peso para ser desmembrada ou melhor analisada no “impresso”. A versão que vai para as bancas já é vista como fonte analítica, desse modo, então, o jornal fica dedicado às notícias mais relevantes, mesmo que seja um jornal diário. Não dá mais para competir com a agilidade da internet e os responsáveis dentro das publicações já perceberam isso.
Do lado de cá do balcão, os profissionais de Relações Públicas pararam de valorizar somente a presença nas versões impressas e, já há algum tempo, entendem e catequizam clientes sobre a participação em veículos online. Isso significa, muitas vezes, interagir com o consumidor em outras plataformas, como o celular e o tablet por meio da imprensa, que coloca à disposição do leitor o acesso ao conteúdo via apps.
E aí que, nesse contexto, nessa semana de reflexões, fui ao Congresso Mega Brasil, principal evento de Comunicação Corporativa do Brasil, e pude acompanhar a palestra “relações empresa-imprensa: jornalismo em tempos de multiplataformas”, do ministrada pelo jornalista do O Estado de S. Paulo, João Paulo Kupfer. E o tema também foi à imprensa, dessa vez a nacional, e sua relação com o cenário atual.
A palestra trouxe elementos que comprovaram o que escrevi acima. Além de uma leitura crítica da imprensa desde a década de 60, quando a imprensa começa a ter força no País e, em seguida, se profissionalizar, até os anos 2000, com foco na forte entrada da internet e das mídias sociais como veículo de comunicação, que transforma todo mundo em mídia, e tem mudado o foco das publicações por aqui também.
Kupfer, em sua apresentação, também trouxe uma pesquisa da FENAJ – Quem é o jornalista brasileiro? – que expõe um mapa interessante da atuação desses profissionais no País. Vale a leitura. A discussão final foi a melhor parte. Foi acalorada, tomada por muitas questões direcionadas ao João, profissional de longa estrada, que compartilhou sua experiência recente com os presentes relatando como foi sua entrada para o jornalismo online, comandando um blog, sem deixar a presença nas publicações impressas e conta ainda que muitos o conhecem pela coluna no jornal, mas não sabem da existência do blog. Que buscam pautar a coluna e não gostam de serem direcionados para o “online”.
No livro “Você é o que você compartilha”, do Gil Giardelli, leitura que adquiri no Mega Brasil, aponta como a web mudou o jornalismo: “A chamada mídia tradicional foi tomada por uma crise de identidade da qual não se sabe como ou quando sairá. O jornalismo mudou. O quarto poder mudou”. Preocupante, pois, enquanto a imprensa não aprender a lidar com esse novo cenário, continuaremos a perder publicações e ver o mercado diminuir.
A internet elegeu um novo editor, o público. Ele está nas reuniões de pauta, ele tem voz atuante na imprensa. Agora o jornalista assume o papel de curador da informação.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

JB alegou sustentabilidade para encerrar versão impressa, que pode voltar ao mercado

Há pouco mais de um ano, o Jornal do Brasil decidiu migrar da versão impressa para o formato 100% digital. Apesar de esta semana anunciar a intenção de voltar a circular nas bancas semanalmente, em agosto de 2010 o jornal alegou que a manutenção de veículos impressos causa danos à natureza.

“Ora, os custos econômicos e ambientais do papel são insustentáveis. Mais que isso, são desnecessários”, dizia o jornal em um dos 50 pontos que enumerou como motivos para deixar o papel. Para explicar melhor seu ponto de vista, o JB listou alguns motivos ecologicamente inviáveis para manter a versão impressa.

14. A cada dia em que um jornal como o JB não é impresso em papel, 72 árvores deixam de ser cortadas. Dado o maior ou menor número de cadernos durante a semana, ao longo de um ano são mais de 30 mil árvores poupadas.
15. Uma única edição de domingo corresponde a cerca de 200 árvores que levam anos para crescer e ocupam 40 mil m² de florestas. Isto equivale a quatro campos e meio de futebol. Em um ano, com a versão digital, são preservadas áreas florestais correspondentes a mais de 1.200 Maracanãs.

16. Para se fazer uma edição do JB em papel consomem-se aproximadamente 10 mil litros d´água e 40 Mw/hora de energia por dia.

17. Além disso, a natureza leva 6 semanas para decompor um único exemplar de jornal em papel".
Na época, a decisão do jornal foi alvo de vários protestos, tanto de leitores, como de funcionários. No entanto, os planos da empresa, caso consiga recursos financeiros, é fazer com que o JB volte a circular uma vez por semana, às sextas-feiras.

Texto originalmente publicado no portal Comunique-se

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Abracom realiza curso de relacionamento com a imprensa e o cliente

A Abracom promove no próximo dia 22 de fevereiro o curso "Dicas para um relacionamento diferenciado com a imprensa e o cliente", destinado para melhorar a relação das agências com os jornalistas. O curso será ministrado pelo assessor de imprensa, jornalista e blogueiro Rodrigo Capella, editor do blog PR Interview e autor do livro "Assessor de Imprensa – fonte qualificada para uma boa notícia". A oficina acontece a partir das 8h30 às 12h30, na sede da entidade, que fica na rua Pedroso Alvarenga, 584, cj. 51 – São Paulo. Esse será o primeiro curso da Abracom em 2011, com uma programação que incluirá atividades de capacitação empresarial, workshops jurídicos e cursos voltados para a formação e o aperfeiçoamento dos profissionais de comunicação.

 Na oficina "Dicas para um relacionamento diferenciado com a imprensa", Capella abordará assuntos como "o novo tripé do jornalismo", "atendimento na era digital", "o DNA de cada cliente", "enfrentando situações adversas" e "rotina: como evitá-la e se aperfeiçoar", tendo sempre como foco a melhoria no relacionamento das agências com as redações.

O investimento varia de R$ 180,00 a R$ 420,00 de acordo com a faixa de faturamento de cada agência associada à Abracom. Para não associadas o preço é de R$ 600,00. Agências fora da Grande São Paulo têm desconto de 40%. Para mais informações e inscrições mande mensagem para
contato@abracom.org.br ou ligue 11-3079-6839 e fale com Ana Maria Pereira.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

As agências de comunicação e as mídias sociais

O Grupo de Estudo de Mídias Sociais, sob a coordenação do Edu Vasques, do Pérolas da AI, já colocou à disposição a segunda edição do estudo que avalia uso e a percepção dos profissionais de comunicação e agências em relação às mídias sociais.

A pesquisa utilizou a mesma base de participantes do ano passado. Para 2010, foram apuradas novas informações para avaliar, por exemplo, como a empresa com presença digital que é considerada referência para quem atua nas assessorias de imprensa.

Confira os principais resultados, participe e comente:

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Pela imagem e reputação...

Segundo nota publicada no jornal Brasil Econômico, do dia 5 de outubro, vejam só, a maioria das empresas pesquisadas pela Confederação Nacional das Indústrias - CNI - estão preocupadas com a imagem e reputação que adoção de práticas socioambientais trazem para as Companhias.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Curso "Dicas para um relacionamento diferenciado com imprensa e cliente"

A segunda edição do curso "Dicas para um relacionamento diferenciado com imprensa e cliente", promovida pela Abracom e destinada aos profissionais de comunicação de empresas e agências, será realizada no dia 28 de setembro, das 8h30 às 12h30. O curso, ministrado por Rodrigo Capella, assessor de imprensa, editor do blog PR Interview e autor do livro "Assessor de Imprensa - fonte qualificada para uma boa notícia", apresentará dicas e orientações para que os comunicadores tenham os diferenciais necessários para construir um relacionamento sólido, obter bons resultados e se destacar no mercado. Comentará também cases e irá discorrer sobre as principais tendências mundiais para uma elastic relationship. Durante o curso, serão abordados também “O novo tripé do jornalismo”; “O atendimento na Era Digital”; “O DNA de cada cliente”; “Enfrentando situações adversas” e “Rotina: como evitá-la e se aperfeiçoar”, além de apresentação de estudo sobre o relacionamento com a imprensa.

Mais informações com Ana Maria Pereira, no telefone (11) 3079-6839 ou pelo e-mail contato@abracom.org.br

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Folha realiza mudanças que vão desde layout até conteúdo

Desde esse domingo, alguns cadernos mudaram no jornal. O conhecido caderno “Brasil” passa a se chamar “Poder”. “Dinheiro” vira “Mercado”. A a atriz Fernanda Torres, o deputado Antonio Palocci, o publicitário Nizan Guanaes e o empresário Eike Batista são os novos colunistas da publicação.