terça-feira, 21 de julho de 2009

Produto: A informação

Depois de algum tempo afastado do blog, me peguei pensando sobre esse tema, a informação, e resolvi voltar com esse gancho. Pois bem, hoje estou envolvido com clientes de consumo, que demandam um trabalho estratégico de PR com foco, principalmente, em lançamentos. Busco sempre pensar que, antes de ter o papel de “vender” um lançamento para um determinado público-alvo, sou responsável, primeiramente, pela promoção da informação.

Então me pergunto se estou utilizando (ou pelo menos propondo) todos os instrumentos que estão à disposição para realizar tal ação de relações públicas. Será que essa é a melhor maneira de despertar o interesse dos stakeholders? Já fui muito questionado (e me questionei também) sobre uso, por exemplo, das novas mídias. O assunto está em alta, todas as empresas querem ter seu envolvimento de alguma forma com o mundo online, mas nem sempre esse é o melhor caminho.

Voltando exatamente as minhas perguntas, cheguei a conclusão que, apesar do grande espaço que se tem na internet, das ferramentas de novas mídias, somente o conteúdo relevante vai fazer alguma diferença para levar a empresa a conversar com seus públicos e, a partir dela que se define quando e como comunicar. Para isso, a escolha das ferramentas não pode ser feita com modismos, mas, sim, com análise de abrangência e amplitude. Com foco no relacionamento e na profundidade.

Concordo que o conteúdo por si só não sustenta, em muitos casos, o relacionamento, seja ele com qual público for. Mas vários fatores devem ser analisados, mas todos ligados a relevância do conteúdo abordado na ocasião. É preciso saber a oportunidade adequada de despertar a atenção de seu público para determinado assunto. E, às vezes, dizer mesmo para o cliente, como consultor que somos, que aquele não é o momento.

Ainda na linha da informação como produto, temos que pensar sempre na adequação da linguagem ao receptor. Percebo que a linguagem e as ferramentas se misturam muito nas relações públicas e vice-versa. As ferramentas passaram as barreiras dos “diplomas”. O que importa nesse momento é saber geri-las da maneira certa, no momento adequado.

2 comentários:

Ocappuccino disse...

Concordo com a definição de sermos consultores, mas vejo muito dificuldade, aqui no sul pelo menos, dos pequenos e médios empresarios de abrir informações, de aceitar consultoria por parte de gente nova, e como tu enchergar isso no mercado?

abraços,
mateus d'Ocappuccino

Eduardo Alves disse...

Oi Mateus.
Eu entendo a dificuldade encontrada e concordo que ela exista não só ai contigo, no Sul, mas aqui também em São Paulo.

Trata-se de uma relação de confiança que se organiza e conquista com o tempo e trabalho sólido e transparente. Há casos em que, mesmo dessa forma, a barreira persiste e realmente tem que se entender que o empresário e sua companhia não estão preparados para se aprofundar no trabalho que a atividade de relações públicas pode proporcionar.